Como disciplinar as crianças? Confira as dicas de uma mãe bem-humorada

dezembro 9, 2007 at 8:30 pm Deixe um comentário

(by Pat Feldman)

Muitas mães divergem na hora de dar limite aos filhos. Algumas recorrem às conversas, outras aos castigos ou até mesmo às palmadas. Libby Purves, autora do livro “Como Não Criar um Filho Perfeito”, fala sobre essa difícil tarefa. Leia trecho do livro:

Divugação
Como não criar um filho perfeito
Como não criar um filho perfeito

*

O raiar da disciplina: bom senso, palmadas e autodefesa

No fim, a única espécie de disciplina que conta é a autodisciplina; se não for assim, quando se solta o freio, nada impede que a criança acelere novamente. Os filhos de lares extremamente rígidos muitas vezes saem dos trilhos assim que papai, mamãe, babá ou professora estão longe.

Autocontrole é o único controle confiável, e ninguém o alcança sem antes aceitar a idéia da gratificação postergada. Essa é uma idéia difícil de ensinar hoje em dia nas sociedades afluentes em que os adultos são continuamente estimulados pelas lojas e operadoras de cartão de crédito a “não esperar para ter”.

Por mais que você aplique o princípio a si mesmo, tem de obrigar seus filhos a, às vezes, esperar para ter. Repressão não é obrigatória o velho e bom “reforço do bom comportamento” é muito eficiente.

Toda vez que seu filho guarda uma bala para mais tarde ou espera com dignidade a vez de ganhar a lembrancinha da festa, deixe claro que você aprecia muito sua paciência. E se, ainda por cima, ele repartir com um amigo, nenhum elogio é demais (mas depois, quando vocês estiverem a sós).

Manha – Birra, chilique, escândalo, qualquer que seja o nome, é uma ofensa, a que mais perto coloca os pais da aplicação de uns tabefes. A campanha contra a manha tem de começar com as crianças ainda bem pequenas, quando se critica a “vozinha manhosa” e se manda repetir o pedido com “voz normal”.

Mas, ainda que você siga esse dogma religiosamente, a partir dos 2 anos o som da manha continuará a acompanhá-la por anos e anos. É difícil lidar com ela, porque é o único defeito que efetivamente tira os pais do sério. Desaprovo o sistema de alguns de fingir que a criança mudou de identidade: “Onde está o Timmy? Só vejo aqui esse menininho horrível fazendo manha.

Queria que o Timmy voltasse”.Tem alguma coisa nessa atitude que me dá arrepios.Um recurso ao qual apelei várias vezes com sucesso foi dizer que coloquei nos ouvidos um “filtro contra manha” e não escutava nada nesse tom de voz. Com um razoável nível de interpretação dos pais, a criança em parte acredita ela sabe que não é verdade, mas age como se fosse. Tal atitude também vira piada e evita punições e berros.

Comer – Se existe uma batalha inútil nessa guerra é a de “comer tudo”. Comer não devia ser uma questão de virtude ou má criação, apenas combustível e prazer. As crianças usam os hábitos estapafúrdios de alimentação como uma arma para irritar os pais, mas também têm, muitas vezes, preferências genuinamente estapafúrdias.

Em qualquer dos casos, não aceite provocação. Um pedaço de pão com manteiga e uma fruta é uma refeição equilibrada, da mesma forma que muitos outros lanches. A única regra em que vale a pena insistir nesse quesito é: nada de beliscar entre as refeições, a não ser em ocasiões especiais, e nada de doce sem antes comer um pouquinho de proteína e alguma coisa verde.

Tente não reclamar quando seu filho vai à casa de amigos e come com gosto a carne com legumes que, em casa, não quer nem ver. Procure também não ser neurótica com os salgadinhos e as outras bobagens servidas em festas e lanchonetes. Em 99% dos casos, uma bomba de chocolate aqui e ali não fará mal algum, apesar da deprimente borda marrom em volta da boca do seu filho.

Palmadas – Aqui as opiniões se dividem. Alguns países proíbem que pais batam nos filhos. Na Inglaterra, trava-se um furioso debate sobre se a medida deve ou não ser adotada.Todo mundo, com exceção de espancadores contumazes, concorda em que não se deve bater em bebês ou crianças muito pequenas, que na idade certa não se deve dar mais do que uma boa palmada e que nunca se pode, em nenhuma circunstância, atingir a criança na cabeça ou com algum objeto, seja ele pedaço de pau, colher ou tira de pano.

Um lobby barulhento exige que “qualquer ato físico hostil contra uma criança”, inclusive os exclusivamente restritivos, deveria ser ilegal. Fiz várias entrevistas com os defensores dessa idéia e descobri que todos têm filhos adolescentes ou adultos e memória muito curta. Quando a gente tenta explicar o que é conviver com uma criança teimosa de 4 ou 5 anos, eles não entendem. Mas seus argumentos são fascinantes.

Basicamente, os fatores contra as palmadas são:
– Não funcionam.
– Levam a bater cada vez mais, até o abuso físico.
– Simbolizam uma atitude errada em relação a crianças: a de que elas não são merecedoras de direitos humanos totais. Nem detentos, mesmo assassinos, são espancados atualmente.
A alternativa que sugerem é “argumentar” com a criança ou então “retirar sua aprovação” uma expressão das mais pomposas.

Já os argumentos a favor das palmadas são:
– Funcionam às vezes.
– Não levam necessariamente a bater cada vez mais. Para cada mil famílias cujos filhos levam palmadas de vez em quando, só uma, talvez, se torna um caso de violência abusiva.
– As gatas batem o tempo todo. Não é simbólico de nada, e sim instintivo e natural, parte da maternidade, da mesma forma que afagar. É um bom jeito de a criança aprender que às vezes ela vai longe demais.

“Como Não Criar um Filho Perfeito”
Autor: Libby Purves
Editora: Publifolha
Páginas: 192
Quanto: R$ 27,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

Fonte: Folha on line 

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